Pandemia faz dois anos no Rio Grande do Sul com 92% da população com pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19

Há dois anos, no dia 10 de março de 2020, o Rio Grande do Sul confirmava o primeiro caso de covid-19, um momento em que a doença não havia sequer sido batizada ainda. Nesta quarta-feira (09/03), às vésperas do segundo aniversário da pandemia em território gaúcho, quase 92% da população vacinável (acima de cinco anos de idade) já recebeu, pelo menos, uma dose da vacina.

Desde que iniciaram as notícias sobre o novo coronavírus em uma província chinesa, entre o fim de 2019 e início de 2020, Governo do Estado já estava atuando no trabalho preventivo e realizando a vigilância do vírus no território gaúcho, atento ao cenário nacional e internacional.

“Nestes dois anos, a covid-19 foi o maior desafio enfrentado pela sociedade, na maior pandemia existente até hoje”, disse o coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Protocolos do Gabinete de Crise, Bruno Naundorf. “Acompanhamos todas as evidências científicas que foram evoluindo progressivamente, e o Estado teve de criar meios de acompanhar a pandemia diariamente, como os dados de internações e de casos confirmados. Para isso, foram desenvolvidos sistemas informatizados, bem como protocolos e estruturas de saúde em conjunto com hospitais e municípios para o necessário atendimento da população”, completou.

No Rio Grande do Sul, houve três períodos de maior proliferação do vírus, que atingiram o pico em: dezembro de 2020 (com cerca de 500 mil casos registrados no acumulado desde o início da pandemia); em março de 2021, (com 995 mil casos confirmados no acumulado); e, mais recentemente, em janeiro de 2022 (atingindo 2 milhões de casos acumulados).

Durante todo o período da pandemia, os protocolos sanitários foram no sentido de restringir ou flexibilizar a abertura de comércios, serviços ou outros estabelecimentos de modo geral, além do uso de máscaras, de acordo com a evolução da pandemia e levando em consideração critérios como número de casos, hospitalizações em leitos clínicos e em leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), entre outros.

“A pandemia ainda não acabou, ainda há trabalho a ser realizado. Mas até o momento, o que poderia ter sido feito, dentro dos limites que tivemos, foi feito”, avaliou a professora do Departamento de Estatística da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufgrs) e representante do Comitê Científico de apoio ao enfrentamento da covid-19 no Rio Grande do Sul, Suzi Alves Camey. “Estivemos estudando tudo que pudemos sobre a doença que era completamente desconhecida no início”, colocou a professora. Para ela, marcou a agilidade do Governo do Estado em criar estratégias que antecipassem os rumos da pandemia.

Leitos de UTI
Em relação à assistência à saúde da população, estes dois anos foram marcados pela abertura e pelo fornecimento de equipamentos para leitos de UTI. Durante a pandemia, foram habilitados 1.372 leitos de UTI para o atendimento de pacientes com covid-19, 16 deles pediátricos. Em março de 2020, o Estado possuía 933 unidades para adultos. A partir de março de 2022, em um momento em que não há mais a necessidade iminente da manutenção de todos estes leitos, o Rio Grande do Sul manterá 315 habilitados como legado da pandemia.

Kit Intubação
Nos períodos de maior pico de internações em UTIs por consequência da covid-19, houve desabastecimento em todo país de medicamentos para intubação de pacientes, mobilizando o Governo do Estado, Ministério da Saúde e entidades parceiras para realizar a aquisição e evitar a desassistência da população gaúcha. Esses medicamentos não fazem parte da compra de rotina do Governo do Estado, que realizou essa articulação excepcional de distribuição às instituições com estoques críticos que prestam serviços pelo SUS.

Testes e EPIs
Também foram realizadas compras e distribuições de testes rápidos para diagnóstico da doença e equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras, luvas, face shield, e outros itens. O diagnóstico por meio de testes de biologia molecular (RT-PCR) também contou com a força-tarefa do Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) e diversos laboratórios parceiros, incluindo a criação de Centrais Regionais e Municipais de Triagem no interior do Estado.

Vigilância Genômica
O Lacen/RS descentralizou os testes de vigilância genômica do coronavírus para dar respostas mais rápidas sobre as variantes em circulação no Rio Grande do Sul. Exames genéticos que eram realizados unicamente na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, passaram a ser rodados também no Estado, e dando confirmações sobre amostras das variantes delta, ômicron, e outras.

Vacinas
A rápida distribuição das vacinas assim que eram recebidas em solo gaúcho também marcou a condução da pandemia no Rio Grande do Sul e garantiu que todos os 497 municípios do Estado tivessem doses para aplicar no braço dos gaúchos, conforme cronograma de entrega do Ministério da Saúde. Até esta quarta-feira (09/03), foram aplicadas mais de 22 milhões de doses de vacina contra a covid-19 no Rio Grande do Sul. Esse número representa primeiras, segundas e terceiras doses de toda a população maior de cinco anos de idade. Entre os adultos (maiores de 18 anos), foram aplicadas 8,2 milhões de primeiras doses, 7,7 milhões de segundas doses, 305 mil doses únicas, 3,8 milhões de dose de reforço e 143 mil doses adicionais. Entre os adolescentes, foram aplicadas 765 mil primeiras doses e 544 mil segundas doses. Já entre as crianças de cinco a 11 anos, foi aplicado um total de 465 mil primeiras doses.

Regulação de leitos

O Departamento de Regulação Estadual trabalhou permanentemente durante a pandemia para garantir que nenhum residente do Estado ficasse sem o adequado atendimento em leito de UTI. No pior momento da crise sanitária que o Rio Grande do Sul passou em termos de internações, chegou a ter um pico de 400 pessoas aguardando na fila de espera por um leito. “Neste contexto é ainda mais tangente a importância do profissional regulador, que faz a classificação de risco e encaminha os pacientes que necessitam com mais urgência para o atendimento”, falou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

Foram inúmeras as ações realizadas pelo Governo do Estado nestes dois anos para minimizar o impacto da doença e de outros efeitos colaterais da pandemia de forma geral. “Temos hoje o sentimento de dever cumprido, apesar de ainda não acabado”, concluiu a professora Suzi.

“Trabalhar na gestão da saúde durante a pandemia nos ensinou a criar redes de solidariedade. Exige muita paciência, equilíbrio, atenção aos acontecimentos no mundo todo, e principalmente, ter uma forte coordenação de Governo, não só da área da saúde. Esses dois anos nos desafiaram muito. Nós não conhecíamos a doença, mas trabalhamos diariamente para estarmos preparados a fazer o melhor possível no atendimento à população”, falou a Arita.

Outro desafio cumprido com sucesso apontado pela secretária foi comunicar corretamente sobre as decisões que buscaram diminuir o impacto no número de casos, óbitos e internações. Foi preciso dizer à população a cuidar não só da sua saúde, mas também a se preocupar com a saúde da coletividade.

“Passados dois anos, posso dizer com tranquilidade que a energia que nos temos é porque o Governo se organizou em todas as frentes para dar sempre as melhores respostas, evitando que pudéssemos transformar a pandemia em um verdadeiro caos, como ocorreu em outros países. Com todas as dificuldades, conseguimos resultados que, com certeza, salvaram muitas vidas e ainda salvará”, concluiu.

 

Fonte: Governo do RS

Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

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