“Vamos ter que ter uma reavaliação de óbitos de Covid”, defende médico do RS

A determinação para que os médicos sigam o documento denominado “Orientações para o preenchimento da Declaração de Óbito no contexto da Covid-19” como forma de orientação nas declarações de falecimentos em razão da doença volta a ser questionada na região, pelo fato da contestação de Veranópolis (Relembre Aqui).

Conforme trouxe a Rádio Difusora de forma exclusiva, consta que a Covid-19 deve ser registrada no atestado médico de causa de morte para todos os óbitos que a doença causou, se assume ter causado ou contribuído para a morte.

Isto tem intrigado a categoria, de acordo com o médico Gustavo Chatkin (foto), presidente da Sociedade de Pneumologia do Rio Grande do Sul e sócio da AMRIGS (Associação Médica do RS).

Ela pondera de forma inicial que não há um superfaturamento da doença, mas os números precisam ser revisados.

“Isto tem mexido bastante. Uma dificuldade é diferenciar o faleceu ‘com Covid’ x ‘de Covid’. Quando a gente fala em morte pior é perder e não conseguir velar ou estar junto com os familiares”, comenta.

Há casos de pacientes com doenças graves como cânceres, por exemplo, que se contaminam com o novo coronavírus, contudo, a resposta é se foi de fato a interferência da infecção a causa ou os problemas de patologias anteriores.

O médico acredita que “vamos ter que ter uma reavaliação de óbitos de Covid”, acrescenta.

O vídeo entrevista abaixo aborda como foco principal o tema Tratamento Precoce Covid-19. Para entender mais e buscando novos posicionamentos a Rádio Difusora entrevistou o Presidente da Sociedade de Pneumologia do Rio Grande do Sul e sócio da AMRIGS (Associação Médica do RS), o médico Gustavo Chatkin. Na mesma reportagem a pauta óbitos por Covid-19 foi abordada. Acompanhe: 

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Fonte: Felipe Machado  – Central de Jornalismo da Difusora