O promotor Elcio Resmini Meneses ocupou a tribuna da Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves, durante Sessão Ordinária na noite desta segunda-feira, 12. Titular da Promotoria de Justiça Especializada, ele falou sobre a realidade da educação infantil no município e a falta de vagas em creches. De acordo com o vereador Clemente Mieznikowski (PTB), presidente da Frente Parlamentar da Educação Infantil, que solicitou a presença do promotor, a intenção é “buscar possíveis formas para amenizar o problema”. O vereador calcula que mais de 600 crianças, segundo a Secretaria Municipal de Educação (SMED), aguardam vagas nas creches de Bento Gonçalves.
“Entre 2014 e 2015, houve um aumento significativo de crianças sem vagas nas Escolas Infantis, graças à migração e ao alto número de nascimentos”, compara Meneses. “Independente das causas, precisamos encontrar soluções.”
Em 2017, a Administração Municipal prevê a inauguração de duas escolas infantis, cada uma com capacidade para 120 crianças. “Mesmo assim, ficaremos com déficit de vagas”, diz o promotor. Ele acredita que há mecanismos para diminuir o déficit, como o Fundo Municipal da Educação Infantil, além de apontamentos do Legislativo ao Executivo, para a compra de vagas em creches particulares.
Durante a sessão, Elcio Resmini Meneses sugeriu ainda que parte dos recursos da Câmara de Vereadores possam ser destinados para a criação de vagas. “Numa eventual sobra no orçamento do Legislativo, que os vereadores apontem para a compra de vagas”, ensina.
Ele lembra que “é importante investir na educação da primeira infância para que não haja necessidade de aplicar ainda mais recursos na Segurança Pública”.
AJUSTAMENTO – O promotor ainda trouxe o exemplo de Farroupilha, onde havia cerca de 700 crianças fora da Educação Infantil. “Lá, houve um ajustamento de conduta prevendo que até 2019 ocorra um aumento gradativo de vagas.”
E manifestou preocupação quanto ao que chamou de “classificados de cuidadores de crianças”. “Os pais precisam estar atentos às exigências de ambiente e preparação da pessoa que vai cuidar, afim de evitar que as crianças corram algum tipo de risco.”
MOBILIZAÇÃO – Clemente Mieznikowski informa que a Frente Parlamentar da Educação Infantil, criada em 2012, promoveu uma série de ações, como audiências públicas e debates em conjunto com o Poder Executivo, Conselho de Educação, Conselho Tutelar, promotoria pública e representantes de escolas privadas “para buscar um consenso sobre alternativas que possam, ao menos, reduzir a fila de espera”. “Algumas resoluções somente serão possíveis com a mobilização de todos os parlamentares”, argumenta o petebista.
FOTO: Alexandre Brusa/Assessoria de Imprensa/Câmara Bento
Alunos dos Anos Iniciais da EMTI São Roque são contemplados pelo Projeto Cultural Trânsito
Semana da Pátria será aberta oficialmente em 1º de Setembro, na Via Del Vino
Bento Gonçalves escolhe projetos para Consulta Popular