Atividades inciaram em 20 de agosto promovendo processo de autodescobertas, trocas de experiências e valorização da cultura popular
A Praça CEU, localizada no bairro Ouro Verde, é um dos equipamentos de formação cultural de Bento Gonçalves. Desde que foi inaugurado, tem compromisso de desenvolver, incentivar e promover ações, atividades e eventos que visam o bem-estar da comunidade, aproximando-a e acessebilizando das manifestações artísticas. E é o local afetivo do projeto Memórias Bordadas que iniciou a segunda edição em 20 de agosto que foi contemplada por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Lei nº 14.399/2022), com realização do Ministério da Cultura e operacionalizado pela Secretaria Municipal de Cultura de Bento Gonçalves e conta com o apoio da Dom Quixote Livraria e Cafeteria e Ártemis – História, Arte e Cultura. Os recursos destinados é de R$ 45 mil.
Nos primeiros encontros, a equipe formada pela proponente Deise Ceccagno, a mediadora de leitura Neiva Morello Michelin, e produtora cultural, Eunice Pigozzo, realizaram uma bate-papo com as mulheres selecionadas, exibição do documentário institucional da primeira edição e ensinamento dos primeiros pontos de bordado. Na continuação, vai ter contação de histórias de livros relacionadas ao tema desta técnica ornamental, roda de conversa, entre outras atividades.
O bordado é o entrelaçador de experiências, de sonhos, desejos, planos, sentimentos, afetividades, lembranças, criando uma tessitura de protagonismo feminino e pertencimento. São mulheres de 27 a 65 anos, sendo em sua maioria mães, do lar. Nesta constelação de narrativas, cultiva-se o humano, a escuta empática e a alteridade, costurando histórias que revelam aspectos do social e do particular.
“Ter um tempo para elas mesmas: isso apareceu em todos os discursos. Agregar para a sua vida a busca de mais significações, de mais aprendizado. Elas estão no projeto para recriar as suas realidades. É muito emocionante: rimos, choramos, entender como foi a vida delas e como elas estão hoje”, destaca Deise.
A ideia, precursora na região, foi gestada durante anos pela bibliotecária e produtora cultural Eunice Pigozzo, e foi contemplada pelo Fundo Municipal de Cultural, tendo gerado representatividade na esfera comunitária, promovendo visibilidade para as mulheres anônimas e de pessoas idosas. A exposição e o livro artesanal, exibidos em 2024, refletem um mapa afetivo, congregando Praça CEU, vidas, territorialidade, expressões artísticas e transformações.
“É uma alegria termos novamente Memórias Bordadas na Praça CEU, pois têm um caráter transversal, que cultiva as relações interpessoais e fortalece os laços de identidade do entorno. A arte e o social ensejam realidades possíveis para os participantes. Nosso espaço, tem essa característica de incentivar, desenvolver e acolher para o pleno exercício e fruição da cidadania cultural”, enfatiza o Secretário de Cultura, Evandro Soares.
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