“A conversão pessoal e pastoral andam juntas, pois se fundam na experiência de Deus que as pessoas e as comunidades conhecem. Só assim será possível ultrapassar uma pastoral de mera conservação ou manutenção, para assumir uma pastoral missionária”
Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! A missão primeira da Igreja é evangelizar, levar a todos o Evangelho de Jesus Cristo, apresentando o Senhor Jesus como o Messias anunciado, esperado e enviado pelo Pai na plenitude dos tempos.
Como discípulos e missionários do Senhor Jesus, não podemos nos acomodar, achando que tê-lo conhecido é o suficiente para alimentar a nossa vida de fé. Em cada tempo e em cada lugar, devemos ter a ousadia de viver a dimensão missionária da nossa fé, anunciando Jesus Cristo às pessoas. O encontro com o mestre Jesus proporciona ao discípulo não só admiração, mas uma resposta, uma adesão a uma caminhada de fé, que se alimenta do pão da Palavra e do pão da Eucaristia.
Uma nova dinâmica de ação pastoral é um desafio, mas não há como ser verdadeiro discípulo e missionário sem o vínculo efetivo e afetivo com a comunidade dos que descobriram o fascínio pelo mesmo Senhor. Quem acolhe a Boa-Nova do Reino de Deus muda a sua vida, de acordo com os valores que Jesus viveu e ensinou. As comunidades cristãs aprenderam com Jesus que o Pai deseja que todos se considerem irmãos, que haja igualdade entre homem e mulher, que ocorra a partilha dos bens e que o poder deve ser exercido como serviço. O perdão ocupa o lugar da condenação mútua. Essa nova visão dos relacionamentos supõe uma conversão que até hoje nos desafia.
A nova evangelização, de uma “Igreja em saída”, exige um renovado empenho de todos os batizados para proporcionar um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo. Para que esse encontro se realize será preciso criar momentos e condições. Essa experiência é, ao mesmo tempo, íntima e pessoal, pública e comunitária.
Devemos ter presente que o centro de toda conversão é Jesus Cristo. A conversão pastoral depende de uma conversão pessoal a Cristo. Não haverá mudanças no agir se não houver um profundo encontro com Jesus Cristo, capaz de renovar a pessoa. Somos desafiados a oferecer a todos os nossos fiéis um encontro pessoal com Jesus Cristo, uma experiência religiosa profunda e intensa.
A conversão pessoal e pastoral andam juntas, pois se fundam na experiência de Deus que as pessoas e as comunidades conhecem. Só assim será possível ultrapassar uma pastoral de mera conservação ou manutenção, para assumir uma pastoral decididamente missionária; uma atitude que, corajosa e profeticamente, o Documento de Aparecida chamou de conversão pastoral. Para que essa realidade aconteça, cada batizado precisa assumir sua responsabilidade na revitalização da comunidade de fé.
A comunidade, como lugar de encontro e de celebração da fé, passou e continua passando por um grande processo de transformação social e religiosa. No entanto, para manter sua identidade de comunidade cristã, as pessoas que dela fazem parte devem continuamente se colocar à escuta de Deus como discípulas, para poderem anunciar Jesus como missionárias, pelo testemunho de vida e pela palavra.
+ Dom José Gislon, OFMCap.
Bispo Diocesano de Caxias do Sul
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