Mesmo com a Petrobras anunciando em outubro deste ano uma redução de 3,2% no preço da gasolina e de 2,7% no do diesel, os preços nas bombas de postos de região não sofreram grandes alterações. De acordo com o presidente do Sindipetro/Serra Gaúcha ( Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, de Empresas de Garagem, Estacionamento, de Limpeza e Conservação de Veículos e Lojas de Conveniência de Caxias do Sul e Região), Luiz Henrique Martiningui, as alterações de valores “não contemplam o preço praticado pela distribuidora pelo preço revendedor”, disse.
Em entrevista para Rádio Difusora 890, declarou que o aumento “do etanol anidro foi bastante expressivo e praticamente zerou toda a redução que poderia haver para o consumidor”, acrescentou.
Já o biodiesel, que é adicionado ao diesel (7%), também teve aumento e entrou no dia 1º de novembro em todo o País. O aumento médio seria de R$ 0,02 pelo litro derivado.
Segundo nota divulgada pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis Lubrificantes (Fecombustíveis), que representa os postos de serviços e revendedores de gás liquefeito, os postos de combustíveis já vêm sendo comunicados por suas distribuidoras de que haverá elevação no preço de custo do litro de diesel.
A alta decorre dos maiores valores cobrados pelo biodiesel no vigésimo sexto leilão do produto, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com o início das entregas previsto para amanhã.
A elevação nada tem a ver com o reajuste do preço do diesel na refinaria, anunciado pela Petrobras na semana passada. A Fecombustíveis lembra que, desde janeiro de 2010, todo diesel rodoviário comercializado no Brasil possui 5% de biodiesel, o chamado B5.
Esta versão também foi confirmada pelo presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, que ressaltou que o aumento de 3,4%, concedido na semana passada, para o diesel vendido em suas refinarias, não impactou o consumidor, tendo em vista que o governo federal zerou a alíquota relativa à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
“Esse repasse médio de dois centavos decorre exclusivamente do aumento do óleo vegetal. No caso, é o biodiesel que é misturado ao diesel convencional. Segundo o atual modelo de comercialização de combustíveis no Brasil, o posto revendedor não pode comprar produto diretamente da refinaria ou das usinas, adquirindo-o exclusivamente das distribuidoras”, disse.
Assim, o preço do diesel, inevitavelmente, acaba vinculado ao valor cobrado pelas distribuidoras. O presidente da Fecombustíveis ressaltou que o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, e que, portanto, caberá a cada distribuidora e posto revendedor decidir se repassa ou não ao consumidor os maiores preços, bem como em qual percentual, de acordo com suas estruturas de custo.
“Nós estamos alertando os consumidores sobre a possibilidade do aumento porque as companhias distribuidoras já nos avisaram que estão comprando esse óleo [biodiesel] mais caro e que teriam que repassar este aumento. É preciso ressaltar, ainda, que as margens de comercialização do óleo diesel são muito pequenas – são as menores dentre todos os derivados. Eu dificilmente acredito que o revendedor consiga absorver o aumento sem repassá-lo ao consumidor final”, disse.
O presidente do Sindipetro encerrou informando que a política de Petrobras visa adequar o preço praticado no País e no mercado internacional acompanhando a cotação do dólar e do barril de petróleo.
Fonte: Central de Jornalismo da Difusora
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