Nos dias 12 e 13 de agosto, acontece em Canguçu, 21ª Região Tradicionalista, a 73ª Geração e Distribuição da Chama Crioula do Rio Grande do Sul, marco de abertura dos Festejos Farroupilhas no estado.
A Chama Crioula percorrerá as 30 Regiões Tradicionalistas, carregada por grupos de cavaleiros, que espalham, pelos 497 municípios, o fogo em símbolo da coragem, a união dos povos e o sentimento telúrico do gaúcho pelas suas tradições.
No dia 12 de agosto, além da geração da Chama Crioula, haverá ainda o espetáculo “Liberdade, pelas asas do Gavião”, que contará a história do canguçuense, Joaquim Teixeira Nunes, o coronel Gavião, líder dos Lanceiros Negros Farrapos. A apresentação será realizada no Parque Turístico Nossa Senhora da Conceição, de forma aberta e gratuita ao público.
No dia 13, sábado, será feita a distribuição da centelha para cada agrupamento regional, ou de fora do estado, em uma cerimônia preparada especialmente para este momento. Antes de partir, para as respectivas regiões, as comitivas desfilarão pelo centro de Canguçu.
A Chama Crioula
Próximo da meia-noite do dia 7 de setembro de 1947, os jovens João Carlos Paixão Côrtes, Fernando Machado Vieira e Cyro Dutra Ferreira, aguardavam junto à Pira da Pátria, montados em seus cavalos. Naquela época, a Pira da Pátria ficava no Parque Farroupilha (Redenção), nas proximidades da Av. João Pessoa, esquina com a Rua Luiz Afonso e o Colégio Julio de Castilhos.
No momento da extinção do Fogo Simbólico da Pátria, os jovens foram chamados para a retirada da centelha, conforme haviam acordado com a Liga Da Defesa Nacional. Paixão subiu em uma escada com o archote improvisado, feito de cabo de vassoura, envolto por estopa embebida em querosene, presa por arames, e acendeu solenemente aquela que seria eternizada na história como a primeira Chama Crioula.
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