Em greve, Cpers/Sindicato realiza caminhada de protesto e ocupação na 16ª CRE

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Professores veiculados ao 12º núcleo do Cpers/Sindicato, com sede em Bento Gonçalves, realizaram uma caminhada de protesto seguida de ocupação por alguns minutos, na sede da 16ª CRE (16ª Coordenadoria Regional de Educação). Conforme Juçara Borges, diretora do núcleo, a greve continua por tempo indeterminado.

“O governo diz que não tem dinheiro, isto é uma falácia para vender as estatais do Rio Grande do Sul, nosso patrimônio”, disse.

O parcelamento de salários pelo Piratini, do 13º salário, projetos que tramitam na Assembleia Legislativa que reduzem benefícios de servidores e a cedência para Sindicatos, entre outros pontos, são os motivos da paralisação.

Juçara define como “menosprezar, pisar no professor. Enquanto o governo continuar parcelando o salário, ele é que irá determinar se haverá o final do ano letivo ou não”.

Desde a última terça-feira, dia 12, os alunos da Escola Mestre Santa Bárbara, no bairro Progresso, estão sem aula. A Escola é a única a aderir totalmente a greve. Outras instituições como o Colégio Dona Isabel e as escolas Imaculada Conceição, Carlos Dreher Neto, Ângelo Salton, General Bento Gonçalves da Silva, Maria Goretti e Nossa Senhora da Salete, além do Núcleo prisional Admar Bretas Rodrigues, aderiram parcialmente e seguem com atividades reduzidas.

Segundo o coordenador da 16º CRE, que abrange 25 municípios da região, Leonir Rasador, os alunos terão que recuperar o tempo perdido após o término das paralisações, mas acredita que não haverá prejuízos maiores para o ano letivo “a preocupação sempre existe porque sabemos que o aluno tem uma carga horária pra cumprir no ano letivo, mas por outro lado nós temos a consciência da responsabilidade de cada uma das escolas, de que isso será feito com responsabilidade e não haverá prejuízo para o aluno”.

Fonte: Central de Jornalismo da Difusora