CIC/BG espera decisão para retomar atividades e define como “urgência de antecipação”

Após formalizar para a Prefeitura através de documento, o Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) em aliança com entidades representativas do município, aguarda uma resposta oficial da possibilidade de retomar as atividades econômicas a partir da próxima quarta-feira, dia 1º, data antes mesmo de Decreto instituído pelo Poder Público (a data expira 5 de abril).

A proposição sugere priorizar o isolamento social apenas dos integrantes do grupo de risco (pessoas com mais de 60 anos, gestantes, portadores de doenças respiratórias crônicas, diabéticos, cardiopatas, hipertensos e outros assim considerados neste mesmo contexto pela Organização Mundial da Saúde – OMS e pelo Ministério da Saúde do Brasil) e pede a liberação dos demais indivíduos para que possam voltar ao trabalho, buscando a retomada da normalidade na economia do município.

“Ao invés do dia 6, que seria uma condição, a gente propõe dia 1º. Da mesma forma que foi o início da paralisação, queremos voltar gradativamente”, afirmou em entrevista para Difusora 890, o presidente Rogério Capoani.

Ele ainda mencionou a “urgência da antecipação. Estamos recebendo diversos comunicados de empresas sólidas, grandes, com demissões acentuadas. A falta de emprego é o pior problema que a gente pode ter”, acrescentou.

Ainda não se sabe que tipo de tendência seja seguida pelo prefeito Guilherme Pasin. Até o momento, posicionou-se pela necessidade do debate responsável com o foco na preservação da saúde. “É necessário debatermos com ponderação científica, dados da saúde e precaução”. Afirmou ainda que “desde 30 de janeiro não agimos por impulso ou de forma precipitada”, comentou.

O secretário Municipal de Saúde, Diogo Segabinazzi Siqueira, referiu que o isolamento social trouxe resultados importantes até o momento e que “não se pode cometer o mesmo erro da Itália”.

O manifesto do CIC-BG foi enviado ao prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, no dia 27 de março e é corroborado pelas entidades: APESCONTI, ASCON, CDL-BG, CONSEPRO, FUNDAPARQUE, MOVERGS, OAB, SIMMME, SIMPLAV, SINDIBENTO, SINDILOJAS, SINDMOVEIS e UVIBRA.

 

Fonte: Felipe Machado – Central de Jornalismo da Difusora