“A eleição desencadeou a retomada da contaminação”, diz presidente da Amesne

O prefeito de Cotiporã e presidente da Amesne (Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste), José Carlos Breda, participou de entrevista na Rádio Difusora na manhã desta quarta-feira, 30 de dezembro. Na oportunidade comentou as medidas de enfrentamento dos 37 municípios que integram a entidade, bem como realizou um balanço dos dois mandatos como prefeito – ele deixa a Prefeitura no dia 1º -. Ao findar seu mandato, mostrou-se, ainda preocupado com a atual situação no combate a pandemia do novo coronavírus.

O aumento do número de casos e de pessoas internadas com Covid-19 e/ou suspeitas nos Hospitais da macrorregião da Serra na visão de Breda, principalmente após as Eleições de 15 de novembro, traz uma reflexão.

“Quem resolveu fazer as Eleições foi contra a vontade dos prefeitos. Foi o fator que desencadeou a retomada da curva de crescimento da contaminação”, desabafou.

Ele lamentou o fato dos políticos serem muitas vezes responsabilizados. “Como você vai controlar? É a mesma coisa que abrir um estádio e pedir para as pessoas assistirem o jogo. Tem gente que saiu da atividade para colocar o nome e agora está sendo responsabilizado. Mas a população se mobiliza, ninguém segura. Infelizmente fizeram encontros clandestinos, churrascos, foram irresponsáveis”, acrescentou.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a realização do pleito deste ano depois de elaborar um plano de segurança sanitária que contou com especialistas dos Hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e técnicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) destinado principalmente aos mesários e eleitores. Cartazes ilustrativos com o passo a passo da votação, horário de votação ampliado (este ano foi das 7h às 17h), distanciamento no mínimo de 1 metro, álcool em gel, máscaras e cada eleitor com a sua própria caneta.

“No Dia da Eleição as pessoas se aglomeraram, na campanha teve material que foi entregue e será que não poderia ter sido adiado?”, disse ainda Breda.

Em caso de adiamento para abril, maio, ou outro momento pós vacina seria a medida mais plausível, encerrou: “teríamos muito mais segurança. Mas os ´sábios’ resolveram que poderia ter sido feito com os protocolos”.

A região da Serra está na terceira semana consecutiva na bandeira vermelha e dias atrás, chegou-se a cogitar medidas mais drásticas com uma possível cor preta, o que não se confirmou principalmente com a adesão de novos leitos (passou de 274 para 299 UTI Adulto).

Fonte: Central de Jornalismo da Difusora