Setor moveleiro apresenta instabilidade nos primeiros meses do ano, diz Movergs

Moveleiro

Depois de vivenciar um 2016 de números negativos, o setor moveleiro inicia 2017 com expectativa

De acordo com dados divulgados pelo relatório do IEMI – Inteligência de Mercado, a oscilação continua no mercado interno em 2017, com resultados levemente favoráveis. No Brasil, a produção de móveis em volumes que havia alcançado 32,2 milhões de peças em janeiro, caiu para 31,3 milhões em fevereiro, apresentando pequena queda de 2,4%.

O panorama também é similar no Rio Grande do Sul, que somou 6 milhões de unidades no primeiro mês do ano e caiu para 5,5 milhões no seguinte, uma redução de 12,5%. A produção na indústria de transformação, que havia apresentado alta de 1,1%, teve um recuo de (-) 0,9%, uma diminuição de 1,6%.

O consumo aparente de móveis foi de 32,3 milhões de peças no primeiro mês do ano, mas caiu para 31 milhões em fevereiro, menos 3,8%. No Estado, o saldo também foi negativo: de 6 milhões passou para 5,2 milhões, menos 13,5%.

A participação dos móveis importados no Brasil pulou de 3% para 2,1%. Já a dos móveis exportados manteve-se em 3,3% em ambos os meses, alcançando 3% no acumulado do ano.

No Rio Grande do Sul, os móveis importados representaram 0,9% do consumo interno em janeiro e 0,7% em fevereiro. Nas exportações houve uma leve melhora: de 4,2% para 5,1%.

Houve queda também na produtividade da indústria moveleira, de 3%, e na indústria de transformação, de 3,3%, em fevereiro, se comparadas ao mês anterior.

Um dos poucos setores que apresentou números positivos na geração de empregos foi o moveleiro. Em janeiro, a alta foi de 0,7% e, seguindo a melhora, apresentou crescimento de mais 0,3% em fevereiro.

O Ministério do Trabalho e Emprego – CAGED informou que foram abertas 1.240 vagas em janeiro e, no mês seguinte, fechadas 159, chegando a 231.162 postos de trabalho, o que representa uma queda de 0,1%.

Já no RS o cenário foi mais favorável. Considerando o mesmo período de comparação, houve alta no saldo de emprego na indústria moveleira. Em janeiro, foram abertos 101 postos de trabalho e, em fevereiro, mais 185, consolidando 33.489 empregos diretos.

No Brasil, a média salarial teve desvalorização nos dois primeiros meses do ano: 24,9% e 1,3%, respectivamente. Na indústria de transformação, a desvalorização alcançou 17,1% e 1,5%.

As vendas do comércio varejista de móveis, que em 2016 amargaram maus resultados, continuaram apresentando números negativos, com quedas de 42,5% e de 14,9% em volume de peças, em janeiro e fevereiro. Não foi diferente no Estado, que computou queda de 54,1% 11,4%, respectivamente.

MOVERGS

Com mais de 30 anos de atuação, a MOVERGS representa mais de 2.700 indústrias moveleiras no Estado, e tem como lema “unir para fortalecer, renovar para crescer”. Em 2016, somente em Bento Gonçalves, o setor moveleiro faturou R$ 1,81 bilhões entre, aproximadamente, 300 empresas do segmento. A indústria totaliza no município 300 empresas e 6,44 mil empregos gerados. Dentro da indústria de transformação, a área moveleira é a que mais emprega. É, portanto, de significativa contribuição para o desenvolvimento econômico e social da cidade que é um dos principais polos do segmento no Brasil.

O Rio Grande do Sul tem, atualmente, mais de 2,7 mil empresas moveleiras, que respondem por 19% do total de móveis fabricados no Brasil. No ano passado, as indústrias de móveis e colchões faturaram R$ 10 bilhões e exportaram US$ 178,8 milhões, e os principais mercados foram Reino Unido, Uruguai, Peru, Estados Unidos da América, Chile e Argentina. Também foram responsáveis pela geração de mais de 38 mil empregos. Tais indicadores demonstram o quão representativo é o segmento no contexto da economia gaúcha, tanto pela geração de renda e tributos, quanto de postos de trabalho.

Fonte: Movergs