Serra Gaúcha registra melhor rendimento médio das propriedades rurais do Estado

O segredo de terras produtivas e das boas colheitas está na região da Serra. As propriedades registram um rendimento médio por hectare cinco a dez vezes superior ao alcançado no Estado. Nove cidades dessa área estão entre as dez mais bem colocadas nesse critério, um dos indicadores que faz parte do Perfil das Cidades Gaúchas, produzido pelo SEBRAE/RS. O mapeamento analisa 62 dados diferentes das 497 localidades do Rio Grande do Sul. A publicação, que inclui dados, gráficos e comparativos, está disponível em formato digital, AQUI.

A principal novidade deste ano é justamente a inclusão dos indicadores do setor agrícola. Para o diretor-superintendente do SEBRAE/RS, Derly Fialho, as informações são essenciais para a competitividade de um Estado que têm na área rural uma de suas principais forças.

“Os números tornam-se ainda mais interessantes quando se analisa a conjuntura atual de surpersafra de grãos, que deve injetar R$ 29 bilhões à economia gaúcha, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), referente a junho”, destaca.

Um dos destaques desse novo lote de dados revela a pujança da Serra Gaúcha. O melhor rendimento médio por hectare em todo Estado é de São José dos Ausentes, com R$ 29.738,34. O município é seguido por Vale Real, Caxias do Sul, Nova Pádua, Pinto Bandeira, São Marcos, Alto Feliz, São Francisco de Paula e Bento Gonçalves. Estância Velha ocupa a nona colocação e é a única cidade que não está localizada na região entre as dez primeiras colocadas. “Os números mostram a força das pequenas propriedades, que são características dessas localidades”, assinala o gerente de Gestão Estratégica do SEBRAE/RS, André Campos, responsável pelo estudo

Os indicadores do setor agrícola também apresentam informações sobre área plantada, valor total da produção e os municípios com maior criação de gado bovino, bubalino, ovinos, galináceos, entre outros.

De olho nos consumidores

Se no campo a situação está boa, o consumo também vai bem. O potencial de consumo de Caxias do Sul, por exemplo, é o segundo maior do Estado, de acordo com estimativa do IPCM Marketing, em um dos dados que integram o Perfil das Cidades Gaúchas. “A perspectiva é de que o valor supere a casa dos R$ 16 bilhões em 2017”, informa Campos.

Outra análise interessante está no aumento de expectativa de vida que se reflete no envelhecimento da população. A longevidade dos moradores de Caxias do Sul passou de 70,3 para 76,6 anos, no período entre 1991 e 2010. Com isso, a proporção de pessoas com 65 anos ou mais aumentou 80%, de 1991 a 2015, segundo dados do IBGE e da Fundação de Economia e Estatística (FEE). “Isso significa que a cidade tem quase 40 mil idosos, com demandas específicas por produtos e serviços que devem orientar as decisões dos empresários da região”, analisa o gerente.

Confira alguns indicadores do Perfil das Cidades Gaúchas que revelam a força da Serra e de Caxias do Sul:

Posição Cidade Rendimento médio por hectare
São José dos Ausentes R$ 29.738,34
Vale Real R$ 24.560,00
Caxias do Sul R$ 21.211,09
Nova Pádua R$ 20.473,79
Pinto Bandeira R$ 19.818,27
São Marcos R$ 18.829,60
Alto Feliz R$ 17.131,22
São Francisco de Paula R$ 16.771,17
Estância Velha R$ 16.112,78
10º Bento Gonçalves R$ 15.913,22

Fonte: IBGE/2015

 

Ranking de Potencial de Consumo (2017)

Posição Cidade Potencial de consumo
Porto Alegre R$ 48,13 bilhões
Caxias do Sul R$ 16,34 bilhões
Canoas R$ 9,14 bilhões
Santa Maria R$ 7,08 bilhões
Pelotas R$ 6,92 bilhões
Gravataí R$ 6,65 bilhões
Novo Hamburgo R$ 6,31 bilhões
São Leopoldo R$ 6,05 bilhões
Viamão R$ 5,87 bilhões
10º Passo Fundo R$ 5,60 bilhões
11º Rio Grande R$ 4, 81 bilhões
12º Alvorada R$ 4,34 bilhões
13º Bento Gonçalves R$ 3, 71 bilhões
14º Santa Cruz do Sul R$ 3,41 bilhões
15º Sapucaia do Sul R$ 3,29 bilhões
16º Cachoeirinha R$ 3,02 bilhões
17º Erechim R$ 2,95 bilhões
18º Guaíba R$ 2,53 bilhões
19º Lajeado R$ 2,46 bilhões
20º Uruguaiana R$ 2,20 bilhões

Fonte: Perfil das Cidades Gaúchas (SEBRAE/RS), com base em
projeção de consumo para 2017 calculada pelo IPCM Marketing