Segundo semestre começa com confiança baixa entre industriais no Rio Grande do Sul

Cultivo de eucalipto em indústria de celulose em Mucuri
Foto: Amanda Oliveira/GOVBA

ICEI-RS divulgado pela FIERGS chegou a 50,7 pontos em julho

Com uma pequena alta de 0,3 ponto em relação a junho, mês que foi seriamente impactado por causa da greve dos caminhoneiros e atingiu o nível mais baixo em dois anos, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) alcançou 50,7 pontos em julho. De acordo com o levantamento da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), divulgado nesta quinta-feira (19), o resultado mostra que o segundo semestre começa com uma confiança muito baixa entre os industriais gaúchos. A pesquisa varia de zero a 100, revelando otimismo a partir de 50.

Passado o efeito da crise provocada pelos caminhoneiros, a maior contribuição para a ligeira alta do ICEI-RS no mês veio do Índice de Condições Atuais, que cresceu 2,3 pontos ante junho. Porém, com 45,1 pontos, ainda expressa piora, pois ficou abaixo do mínimo de 50. A pouca confiança do Industrial do RS em relação à economia brasileira continua, mas deu uma amenizada ao aumentar de 35,1 para 39,6 pontos, enquanto o Índice de Condições Atuais das Empresas cresceu de 46,8 para 48 no período.

Para os próximos seis meses a confiança ainda predomina entre os empresários consultados na pesquisa, apesar da retração de 54,1 para 53,4 pontos no Índice de Expectativas. Mas, na passagem de junho para julho, ocorreu a quarta queda, atingindo o menor patamar desde dezembro de 2016. As expectativas positivas, entretanto, estão restritas ao futuro de suas empresas, cujo índice caiu de 58 para 57,8 pontos, visto que com a economia brasileira a sensação é diferente, conforme mostra a queda do índice de 46,6 para 44,9 pontos. A parcela de empresários pessimistas com a economia do País é de 30%, bem acima dos 12,4% de otimistas.

Segundo avaliação entre os empresários, depois do impacto sofrido em junho, é possível que parte do otimismo perdido seja recuperado nos próximos meses com a dissipação dos efeitos da paralisação dos caminhoneiros, mas não retornará aos níveis anteriores. A deterioração da confiança é mais um obstáculo ao processo de recuperação da indústria gaúcha em 2018.

A coleta de dados para o ICEI-RS foi realizada entre os dias 2 e 13 de julho, com 238 empresas, sendo 88 grandes, 89 médias e 61 pequenas. Mais informações AQUI.

 

Fonte: Fiergs