Secretaria de Saúde estrutura vigilância alimentar e nutricional em Bento

A Organização Mundial da Saúde considera a obesidade uma epidemia mundial associada ao consumo alimentar e ao nível de atividade física dos indivíduos, e seu aumento crescente vem sendo atribuído a diversos processos e não apenas às escolhas individuais, mas o ambiente (político, social, econômico e cultural) assume um importante papel.

Uma alimentação saudável, com maior consumo de alimentos in natura acompanhada da prática regular de atividades físicas evita doenças que muitas vezes podem até levar ao óbito. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, os quais são ricos em gordura saturada, sal e/ou açúcar são responsáveis por inúmeras doenças, dentre elas, as cardiovasculares, diversos tipos de câncer e acidentes vasculares cerebrais.

Dados da pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, apontam o aumento de 67,8% nos últimos 13 anos da obesidade no Brasil, saindo de 11,8% em 2006 para 19,8% em 2018.

Com objetivo de qualificar o atendimento nas Unidades do Município, a Secretaria de Saúde aderiu ao Programa para estruturação da Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) do Ministério da Saúde, o que irá proporcionar a aquisição de novos equipamentos para avaliação adequada das medidas físicas de adultos e crianças.

A VAN é parte importante da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, uma vez que possibilita conhecer o diagnóstico nutricional da população, permitindo ações para a melhoria do perfil de saúde e nutrição dos indivíduos.

O foco da VAN em Bento Gonçalves são as crianças e adolescentes. A obesidade infantil é um dos maiores desafios da saúde pública. Crianças com sobrepeso têm 55% de chance de tornarem-se adolescentes obesos e 80% de chance de tornarem-se adultos obesos. São também mais propensas a desenvolver doenças crônicas não transmissíveis em idade mais jovem do que crianças que não apresentam excesso de peso. Dentre essas doenças, destacam-se o diabetes e doenças cardiovasculares, que por sua vez estão associadas a uma maior chance de morte prematura e incapacidade na vida adulta.

Além disso, muitas vezes esquecido, é o efeito que o excesso de peso causa na saúde mental da criança, muitas vezes com a estigmatização do peso corporal, influenciando de forma negativa a autoestima, com aumento da vulnerabilidade para a depressão, ansiedade, transtornos alimentares e uso de substâncias ilícitas.

Os dados de nosso município mostram que 22% das crianças em idade escolar encontram-se com sobrepeso e 17% com obesidade. Nos adolescentes os números seguem a mesma tendência.

Serão destinados R$ 33 mil para compra de equipamentos antropométricos. “Estes equipamentos são oriundos de recursos que buscamos junto ao Ministério da Saúde e que foram revertidos em melhorias, em novos equipamentos para nossas Unidades Básicas de Saúde. Qualificando o atendimento a população” destaca a coordenadora da Saúde da Criança e Adolescente, Erica Fiorin.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura

Foto: Reprodução/Internet