Regionalização dos partos no RS prevê transferências para instituições de maior porte

Já foi publicado no Diário Oficial do Estado, a proposta de regionalização de partos, com o objetivo de resolver problemas de estrutura em Hospitais de pequeno porte que não possuem condições ideais para os nascimentos. A estimativa é que 3,5 mil partos do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam transferidos para instituições regionais.

A principal alegação do Governo do Estado é que a medida irá reduzir a mortalidade materno-infantil. “A mortalidade em Hospitais pequenos é dez vezes maior que nos grandes Hospitais. No RS a média é 60 por mil, nos grandes, é seis por mil. Não tenha dúvida que um Hospital bem equipado com capacidade de fazer vários partos, o atendimento será mais seguro e tranquilo”, afirmou o secretário adjunto da Saúde do RS, Francisco Paz.

De 2004 a 2016, 72 municípios gaúchos deixaram de realizar partos em hospitais locais. Segundo dados da SES, dos 140 mil partos realizados anualmente no Rio Grande do Sul, sete mil ainda ocorrem em hospitais de pequeno porte, 50% deles por convênio.

Os municípios menores que fazem parto poderão continuar, tendo o aval da Vigilância Sanitária, desde que tenham profissionais e Centro Obstétricos.

A reportagem procurou a 5ªCRS (5ª Coordenadoria Regional da Saúde) para obter mais informações, especialmente de quais os municípios da Serra, de pequeno porte (esta resolução estabelece que municípios com menos de 365 partos/ano ou excepcionalmente pelo menos 200 partos/ano, no caso de configurar localidades de difícil acesso ou vazio existencial, não poderão realizar partos em suas estruturas).

Fonte: Central de Jornalismo da Difusora