Projeto de regularização do vinho colonial deve legalizar primeiras cantinas em Bento até o fim de 2017

Bento Gonçalves poderá legalizar até 20 cantinas até o final de 2017, através do projeto piloto de regularização do vinho colonial. Cinco agroindústrias que já foram vistoriadas pela Secretaria de Agricultura, Ministério Público e Emater já estão aptas. Com o processo de abertura para legalização junto a Secretaria, antes estava na Secretaria de Finanças, os produtores interessados estão sendo convocados a entregar a documentação necessária na Prefeitura.

O produtor rural poderá comercializar 20.000 litros de vinho por ano em sua propriedade, em feiras e eventos. A venda em estabelecimentos comerciais não será permitida. O projeto visa regularizar os produtores através da apresentação de CPF e talão de produtores rurais, gerando uma redução nas taxas de legalização, processo diferente das indústrias tradicionais cadastradas através do CNPJ.

O extensionista da Emater/RS-Ascar Regional Caxias do Sul, Neuri Frozza, salienta que o projeto piloto de Bento Gonçalves “hoje tem uma transcendência para o Estado todo. Ele permitiu uma melhoria muito significativa na qualidade dos vinhos com o grupo de produtores que estão dentro do projeto de Bento”, disse.

Umas das formas de incentivar a proposta é a realização dos Festivais dos Vinhos Coloniais, que em 2017, acontecem em Faria Lemos, Vale dos Vinhedos e Tuiuty.

“Pensamos no Festival como forma de valorizar a arte do agricultor elaborar seu vinho colonial. Este pensamento teve influência nas leis que possibilitam que o produtor legalize seu vinho”, afirmou Thompsson Didoné, responsável pelo escritório da Emater de Bento Gonçalves.

O projeto que regulamenta a produção de vinhos artesanais no País foi aprovado pela Câmara dos Deputados ainda em 2015. Contudo, se busca ainda uma legislação específica que ainda tramita na Câmara. “Queremos uma específica para produção do vinho em casa, para poder comercializar na feira, na associação ou na Cooperativa que ele for sócio”, comentou o deputado Alceu Moreira (PMDB),  autor da matéria.

Outra exigência do projeto é que pelo menos 70% das uvas utilizadas sejam colhidas na mesma propriedade. O relatório também prevê o que o comércio seja realizado dentro das propriedades e em feiras, cooperativas e associações de produtores.

 

 

Fonte: Felipe Machado – Central de Jornalismo da Difusora