Pasin justifica redução de horários na saúde como “situação de momento”

Pasin

Pela primeira vez de forma pública o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin (PP), manifestou-se sobre a redução do horário de atendimento em algumas Unidades de Saúde (UBSs) de forma temporária. Até então, apenas o secretário de Saúde, Diogo Segabinazzi Siqueira, havia se pronunciado. A redução iniciou durante o mês de março.

O prefeito começou sua fala com um desabafo, em entrevista para Rádio Difusora. “Existem ainda algumas pessoas que entendem que o prefeito, o secretário, enfim, acorda querendo fazer o mal. Desculpe frustrar, mas é ao contrário. Vivemos no serviço público e queremos ampliar os serviços”, destacou.

O termo utilizado pela Administração Municipal é ajuste. “É fazer o que precisa ser feito para o todo funcionar. Muitas vezes temos dissabores em nos deparar com a demanda estabelecida por determinado zoneamento ou região e entender que podemos reduzir. Num primeiro momento vai gritar no ouvido do cidadão, mas num segundo momento não vamos retirar, estamos adequando”, completou Pasin.

O líder do executivo Municipal reforçou a necessidade de um “ponto de equilíbrio, é uma situação de momento. As vacas gordas deixaram o pasto e ficaram as magras. Acredito que antes do final do ano estejamos sentindo os pontos positivos, com a entrada maior de recursos. É um questão de momento, com ações que tem de ser duras e amargas”, ponderou.

Medidas 

Na Unidade de Saúde da Cohab o atendimento passou para terças e sextas-feiras durante a manhã; do Maria Goretti, nas segundas e quartas-feiras pela manhã e do São Roque de segundas a sextas-feiras das 7h às 13h.

A Unidade de Saúde de São Pedro, no interior, chegou a ser temporariamente fechada, com a orientação de que a comunidade procure a Estratégia Saúde da Família (ESF) do Barracão.

O Espaço de Saúde do Idoso, do bairro Progresso, abre alguns turnos com atividades físicas, de grupo e fisioterapia. O atendimento médico, desde o dia 20 de março, é realizado na ESF do bairro.

A redução do horário de atendimento poderá durar até seis meses ou mais, dependendo da avaliação do quadro financeiro.

Outra ponto é o desligamento de terceirizados na saúde, que pode chegar a 70 em 2017, substituindo por concursados.

 

Fonte: Central de Jornalismo da Difusora