Participantes do Fórum Mundial das Cooperativas Vitivinícolas visitam a Embrapa Uva e Vinho

Nesta última sexta-feira, 26, estiveram visitando a Embrapa Uva e Vinho 40 participantes do 8º Fórum Mundial das Cooperativas Vitivinícolas realizado em Bento Gonçalves e Farroupilha. A visita foi Organizada pela Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), reunindo entidades da Espanha, França, Itália, Argentina, Chile e Uruguai, representando 25 mil associados produtores de uva.

Na visita, os participantes puderam conhecer um pouco das atividades executadas na Embrapa Uva e Vinho. Marcos Botton, Chefe de Transferência de Tecnologia apresentou a Unidade e suas principais linhas de pesquisa. Na sequência o Chefe Geral, pesquisador José Fernando da Silva Protas apresentou as regiões produtoras de uvas e vinho no Brasil, os territórios vitícolas do Rio Grande do Sul além de esclarecer questões sobre a produção vitivinícola brasileira e suas especificidades regionais.

Para Francisco Hernandez Juarez, da Cooperativa Capel constituída de mais de mil agricultores das regiões do Atacama e Coquimbo no Chile, o principal desafio é manter o jovem no campo e entender quais são as verdadeiras causas da migração dos jovens do campo para cidade. Os fatores são rentabilidade, continuidade de gerações, desconhecimento e falta de identidade. “Estamos formando organizações de jovens em todas as cooperativas”.

Mario Gonzalez da Cooperativa La Riojana que produz vinhos, espumantes e azeites na Argentina, já conhecia a Embrapa pelo acordo que foi firmado pelo Inta (Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária) e a Embrapa. Para Gonzalez cada região tem suas particularidades: “climaticamente somos muito diferentes, Argentina e Brasil. A Argentina normalmente cultiva vinhas em zonas áridas; aqui é uma zona muito úmida. Em nossa zona temos variedades viníferas enquanto que no Brasil também são cultivadas videiras americanas. Sobre o modo de produção, temos algumas características. Lá temos que fazer 100% de baixa irrigação (subsolo) e não temos tantos controles de doenças fúngicas como vocês tem aqui. Sobre o manejo, buscamos trabalhar em uma agricultura sustentável e nisso temos um objetivo em comum”.

O chefe geral da Embrapa Uva e Vinho José Fernando da Silva Protas considerou muito positiva a visita dos vitivinicultores “Na medida em que os organizadores brasileiros colocam a Embrapa na programação de visitas e nos dão oportunidade de mostrar o nosso trabalho, a nossa programação, trocar ideias e informações com os produtores e lideranças – isso coloca de uma forma muito clara e evidente a importância e o protagonismo da Embrapa quanto a uma instituição à serviço da vitivinicultura brasileira.

Por outro lado, nós também entendemos que é uma forma de que essas pessoas possam levar, e certamente que levam para seus países, o quanto o Brasil vem trabalhando em busca de um desenvolvimento competitivo para nossa vitivinicultura e isto é recorrente. Temos a certeza do nosso trabalho, que somos uma referência e sem dúvida nenhuma um belo cartão de visita do que realmente é a nova vitivinicultura brasileira”.

Fonte: Embrapa Uva e Vinho