Obra ‘Paisagens do Vinhedo Rio-Grandense’ recebe prêmio da OIV

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Distinção aferida pela maior entidade mundial da uva e do vinho será entregue dia 16

A exato um ano depois de seu lançamento, a obra ‘Paisagens do Vinhedo Rio-Grandense’ recebeu o reconhecimento da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), na categoria Vinhos e Territórios. A entrega oficial da distinção acontecerá dia 16 de outubro, em Paris, pelo presidente da instituição, Jean-Marie Aurand. Escrito a quatro mãos por Rinaldo Dal Pizzol, do Brasil, e Luís Vicente Elias Pastor, da Espanha, o livro exibe uma das paisagens vitivinícolas mais originais do mundo atual. Pastor estará recebendo o prêmio na França.

Lançada em 27 de junho do ano passado, sem a pretensão de colecionar prêmios, a publicação alcançou seu reconhecimento naturalmente, diante de sua originalidade e qualidade. O livro contém 288 páginas, dividido em 15 capítulos. A obra, do Instituto R. Dal Pizzol, é uma referência nos estudos da paisagem do vinhedo e foi produzida com financiamento do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e conta com o patrocínio de Bradesco, Italínea, Florense, Toniolo Busnello e Concresul, e tem o apoio do Senar e Dal Pizzol Vinhos Finos. Generoso em fotografias históricas e atuais, o livro permite estimular e suscitar reflexões que possam oferecer diagnósticos corretos e bem fundamentados e, a partir deles, venham propor prognósticos, propostas e soluções para a paisagem cultural do vinhedo.

A vinha do Rio Grande do Sul, apresentada neste livro, é uma singularidade excepcional é o reflexo da combinação da cultura imigrante europeia com o ambiente sul-americano. A adaptação da cultura italiana a um ambiente inicialmente selvagem gerou essa paisagem e, consequentemente, a cultura do vinho brasileiro, que para Dal Pizzol e Pastor, deve ser preservada. Eles sugerem a declaração desta paisagem como Patrimônio Mundial da Humanidade, classificada pela Unesco nas paisagens vitivinícolas mais relevantes. Para isso, confiam no livro como ferramenta que servirá tanto para reconhecer esses vinhedos quanto para auxiliar a divulgá-los.

A organização da obra ficou a cargo da produtora cultural, Dóris Couto, e tem a apresentação da professora Ivanira Falcade da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O prefácio é de Mirian Sartori Rodrigues, diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae/RS), e prólogo de Jorge Tonietto, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho.

A reunião de deliberação do Prêmio OIV Júri ocorreu em Sofia, na Bulgária, dia 31 de maio, por ocasião do Congresso Mundial da entidade. Foram conferidos 10 prêmios e oito menções honrosas entre 65 obras de 19 países. Entre os 10 premiados, destaque para países como China, Croácia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália e República Tcheca, além do Brasil com a obra de Dal Pizzol e Pastor. Através da Lei de Incentivo a Cultura, a publicação tem o patrocínio máster do Banco Bradesco, patrocínio da Italínea, Florense, Toniolo Busnello e Concresul e apoio do SENAR e da Dal Pizzol Vinhos Finos.

OS AUTORES

Rinaldo Dal Pizzol é natural de Bento Gonçalves (RS) e formado em Ciências Econômicas. Desde 1960 foi diretor de empresas do setor vinícola. Presidiu a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) e foi vice-presidente da Festa Nacional do Vinho, em Bento Gonçalves, e da Festa Nacional do Champanhe, em Garibadi. Atualmente preside o Instituto R. Dal Pizzol, atua como consultor de empresas vinícolas no Brasil e do exterior, é diretor da Dal Pizzol Vinhos Finos. O Instituto é responsável pela recente constituição do Ecomuseu da Cultura do Vinho que abriga entre outros atrativos culturais uma bem organizada coleção ampelográfica privada (de videiras), em campo, com cerca de 400 variedades, museu a céu aberto e sala de exposição de longa duração que estão à disposição dos visitantes.

Luís Vicente Elias Pastor é natural de La Rioja (Espanha), doutor em Antropologia, mestre em Etnologia e licenciado em Filosofia. De 1974 a 1980 foi diretor do Museu Etnográfico de La Rioja. De 1991-2001 foi diretor da Fundação Caja Rioja. De 1998-2000 foi responsável pelo Programa Líder Temático Cultura do Vinho. Foi professor de Antropologia na Universidade Nacional de Educação a Distância, expert em temas de Patrimônio Cultural, autor de diversas publicações sobre patrimônio e turismo, cultura do vinho e turismo do vinho. Professor convidado de várias universidades sobre temas da cultura do vinho. Foi responsável pela documentação e patrimônio cultural das vinícolas R. López de Heredia (Viña Tondonia) en Haro (La Rioja) entre outras atividades.

Fonte: Conceitocom Brasil

Foto: Arquivo Rádio Difusora