No Congresso Movergs, economista prevê desafios para retomada

O segundo painel apresentado no 28º Congresso da Movergs, realizado nesta quinta-feira, 5, em Bento, abordou o tema: ‘A crise acabou. E agora? A retomada e os desafios para a Indústria’. A abordagem foi destacada pelo economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), André Nunes de Nunes .

A recuperação econômica continua e não é rápida. “A velocidade não é grande. Teremos a recuperação mais lenta da história”, disse.

O especialista elencou alguns motivos como a greve dos caminhoneiros, a oneração da indústria, a mudança no cenário internacional, entre outros motivos. Enquanto no começo de 2017 a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2018 chegava a 2,3%, neste mês de junho deste ano a projeção já caiu para 1,5%.

Apesar desta projeção, destacou as dificuldades burocráticas como aberturas de empresas, alvarás para construções, licenciamentos, entre outros pontos, que continuam sendo entraves para a economia. “Se não resolvermos isto, a nova crise está com encontro marcado”, acrescentou.

Outro impasse é o aumento da dívida pública, até mesmo com a Previdência Social, onde, para estancar o problema, sempre são cogitadas alternativas como recriação de impostos (CPMF, por exemplo) ou até aumento.

O economista projeta ainda uma continuidade de incerteza em virtude das eleições.

A programação do Congresso Movergs tem continuidade:

10h50min: Otelmo Drebes, presidente do Grupo Lebes.
Tema: ‘Operação Varejo e Multicanal’

12h00min: Almoço – Salão Sauvignon

13h30min: William Waack, jornalista e bacharel em Ciências Políticas, Sociologia e Comunicações.
Tema: ‘Conjuntura Econômica Brasileira.’

14h30min: Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope.
Tema: ‘Construindo Tropas de Elite’.

15h30min: Encerramento

 

Fonte: Felipe Machado – direto do Congresso Movergs