Ministro interino do Mapa propõe criação de um Plano de Desenvolvimento da Vitivinicultura Nacional

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Eumar Novacki se reuniu com dirigentes do setor nesta terça-feira (10) e ouviu pleitos como a implantação do cadastro nacional e pedido de recursos para financiamento da safra com juros reduzidos

A implantação de um Plano de Desenvolvimento da Vitivinicultura Nacional e do Cadastro Vitivinícola Nacional, a busca de recursos com juros reduzidos para o custeio da safra da uva e necessidade de maior fiscalização de vinhos, em especial os importados, foram alguns dos assuntos apresentados por dirigentes do setor vitivinícola ao secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki. O encontro ocorreu nesta terça-feira (10), em agenda que incluiu visita à sede da Embrapa Uva e Vinho e em vinícolas do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.

Novacki, que assumiu interinamente a titularidade da pasta em função de viagem do ministro Blairo Maggi, foi quem propôs a criação de um Plano de Desenvolvimento da Vitivinicultura Nacional que integre todos os estados produtores de uva e vinho e que ajude na promoção do vinho brasileiro. “Para isso é fundamental que tenhamos dados da produção e da comercialização de todo o país, para pensarmos em estratégicas setoriais mais amplas e, por isso, reforço o compromisso de darmos continuidade a esse processo de implementação de um cadastro nacional”, garantiu.

O secretário executivo adiantou que o ministério também defenderá junto ao governo que se viabilize o financiamento da safra e mecanismos para o escoamento de excedentes de produção, demandas apontadas como prioritárias pelos dirigentes durante a reunião.

O presidente do Ibravin, Oscar Ló, lembrou que os últimos dois anos foram de dificuldades para o setor, com uma quebra de safra de 57% em 2016, seguida de colheita recorde em 2017 e com entraves na comercialização.

“Precisamos de medidas para destravar esse ciclo e voltarmos a crescer no mercado. Temos problemas de competitividade com os vinhos importados, especialmente do Chile e dos países do Mercosul, que têm um custo de produção mais baixo e que entram no país livres de taxas de importação”, disse.

Para o financiamento da safra, os dirigentes solicitaram a disponibilização R$ 400 milhões para o financiamento de estocagem e comercialização, além da redução das taxas dos créditos agrícolas em índices compatíveis com a redução da Taxa Selic.

Estiveram presentes na agenda, ainda, o chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, o diretor de Relações Institucionais do Ibravin, Carlos Paviani, o vice-presidente do Ibravin, Marcio Ferrari, o deputado estadual e ex-secretário da Agricultura do Ernani Polo, o secretário de Administração e Governo de Bento Gonçalves, Ênio de Paris, o superintendente do Mapa no RS, Bernardo Todeschini, além de dirigentes e empresários do setor vitivinícola.

Fonte: Ibravin

Fotos: Felipe Machado / Rádio Difusora