Imunizadas contra a Covid-19 as primeiras servidoras da saúde em Bento Gonçalves

A emoção tomou conta dos rostos da técnica de enfermagem Maria de Fátima Troian Comin, 52 anos, servidora pública do município de Bento Gonçalves que atua na saúde desde 2005 e da enfermeira Edna Navarro Correa, 35 anos, funcionária do Hospital Tacchini há 10 anos, escolhidas como símbolos do início da vacinação contra a Covid-19 em Bento Gonçalves.

O ato foi realizado às 15h desta terça-feira, 19 de janeiro, no hall do Laboratório de Patologia e Análises Clínicas do Complexo Hospitalar de Saúde. Além da imprensa, participaram alguns representantes da Secretaria da Saúde e do Hospital Tacchini, o prefeito Diogo Segabinazzi Siqueira, do vice-prefeito Amarildo Lucatelli, da secretária municipal da pasta, Tatiana Fiorio e do ajunto Gilberto Souza Júnior, o coordenador do setor de imunizações, Michael Manfredini, a médica infectologista Nicole Golin e o prefeito de Bento Gonçalves, gestões 2013/2016 e 2017/2020, Guilherme Pasin.

A secretária de Saúde, Tatiane Fiorio, explicou que a campanha se desenvolverá através da normativa desenvolvida pelo Ministério da Saúde. Foram recebidas 1900 doses para a primeira etapa da primeira fase, direcionada a profissionais que atuam na linha de frente no combate à pandemia – cerca de 1300 no município – e idosos residentes em lares de longa permanência. “Todas as pessoas que receberem a primeira dose já têm a segunda garantida, que está armazenada pela Secretaria de Saúde do Estado. Iniciamos todo o trabalho há cerca de um ano e, ao longo deste ano, tivemos alguns desfechos bastante tristes, mas graças a Deus chegou o dia que tanto batalhamos e esperamos. Hoje é um dia de celebrar a vida”, disse.

Para o Prefeito, o momento é de agradecer a todas as pessoas que atuaram na linha de frente. “Tenho certeza que todo mundo sofreu como sociedade, como pessoa. Estamos há praticamente um ano lutando contra este vírus. Naqueles primeiros momentos, quando vimos a gravidade do que poderia acontecer, começamos a nos organizar, chamamos o Hospital, os empresários, as pessoas simples que vieram ajudar. Jamais conseguiríamos enfrentar a situação sem a ajuda de todas essas pessoas. A cada degrau nós comemorávamos as conquistas e, mesmo assim parecia que ficava cada vez mais difícil. Agora, com a vacina, temos uma esperança. Não importa de onde vem. O que importa é que ela foi aprovada pela Anvisa e que ela tem um grau de sucesso alto. Ela condiz com que a gente consiga fazer um trabalho de prevenção e se tenha um controle maior contra o vírus”, salientou.

As vacinas foram aplicadas pela coordenadora do Laboratório de Patologia e Análises Clínicas da UPA, Gicele Flores e pela técnica de enfermagem Elisangela Meotti Keller.

 

Central de Jornalismo da Rádio Difusora
Fotos: Mônica Rachele/Rádio Difusora