Hospital Tacchini precisou importar medicamentos da Turquia

O presidente da CPI dos Medicamentos e Insumos Covid-19 deputado Dr. Thiago Duarte acompanhado do vice-presidente,  deputado Clair Kuhn e do relator,  deputado Faisal Karam vistoriaram nessa quinta-feira, 5, o hospital Tacchini em Bento Gonçalves.

A coordenadora de suprimentos responsável pela área de compras, Sandra Fenza, relatou os aumentos abusivos enfrentamos pela instituição. “O nosso impacto de 2019 para 2021 foi de 200% em alguns itens. A luva é o item que conseguimos negociar. Em 2019 custavam R$14, hoje pagamos R$ 32, mas já chegou a custar R$70. Nos medicamentos não conseguimos diminuição de custo.

Teve medicamento que passou de R$2,84 para R$24. Os medicamentos Atracúrio (antes da pandemia o hospital usava 200 unidades e com a pandemia passou a 300 mil)  e Propofol precisaram ser importados da Turquia. “Outro caso foi o antibiótico Polimixina, indicado para paciente pós-Covid, passou de R$17 para R$169.”

A primeira importação de medicamentos ocorreu em 30 de abril. “Foi-nos apresentado que faltou gestão e capitania do Estado. Os custos com a importação de remédios aumentaram porque, além do valor da importação, tem cerca de 20% da taxa de logística”, disse Dr. Thiago.

O superintendente Hilton Mancio destacou a importância da CPI dos Medicamentos e Insumos Covid-19. “Sentimos-nos valorizados com esse trabalho porque nos sentimos uma voz sem a devida escuta e esse respaldo de vocês é muito importante para todos nós.”

O hospital Tacchini, que tem 97, anos deixou de receber no ano de 2020 R$ 35 milhões. A instituição possui 23 leitos de UTI e 10 para Covid.

 

Fonte: Assembleia Legislativa
Foto: Divulgação Tacchini

(RM)