FIERGS estima que perdas na indústria do RS com greve devem chegar a R$ 2,9 bilhões e recuperação levará até 10 dias

Cultivo de eucalipto em indústria de celulose em Mucuri
Foto: Amanda Oliveira/GOVBA

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, prevê que a recuperação da indústria gaúcha, prejudicada pela greve dos caminhoneiros, poderá levar até 10 dias. Segundo estimativas da entidade, as perdas previstas para o setor industrial, até a última quarta-feira, já chegavam a R$ 2,9 bilhões em termos de faturamento. “Se aplicarmos um ICMS médio de 12% sobre este valor, seriam R$ 350 milhões que o Estado teria dificuldades para recolher, e as empresas terão menos para cumprirem seus compromissos”, afirma Petry.

Segundo o presidente da FIERGS, o ciclo de recuperação varia de empresa para empresa, de acordo com o tipo de negócio. “Algumas se recuperam mais rapidamente, outras menos. Depende do insumo que elas recebem e como está organizada sua cadeia de fabricação e entrega de produtos”, comenta.

O levantamento realizado pela FIERGS não inclui o custo que muitas indústrias terão para a retomada das suas atividades, tais como aquecimento de caldeiras e fornos, limpeza e manutenção de máquinas que não poderiam parar. Também não inclui o impacto nas indústrias exportadoras, cujas perdas não significam apenas redução de faturamento por não embarcar os seus produtos, mas também cancelamentos e multas pelo atraso na entrega.

REUNIÃO EM BRASÍLIA – Na última quarta-feira (30), o presidente da FIERGS, que também é vice-presidente eleito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), se reuniu, em Brasília, com o ministro da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha. Representando a FIERGS e a CNI, Petry abordou a urgência de medidas que garantissem o retorno à normalidade dos transportes no País. “Fizemos algumas solicitações no sentindo de amainar o prejuízo das empresas, como revalidações de notas fiscais de caminhões parados com notas fiscais que venceram”, explica. Além disso, foi sugerida a criação de uma linha de crédito, para a indústria poder fazer frente aos desembolsos de caixa.

Fonte: FIERGS