Eletrosul opta em não comentar impasse do cemitério de Pinto Bandeira

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A empresa Eletrosul informou que não irá se manifestar sobre o processo de reintegração e posse que tramita na justiça envolvendo a Mitra, através da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, em virtude de  137 jazigos serem colocados em uma área sob a faixa de servidão. Esta foi a resposta que a emissora recebeu via e-mail, da Assessoria de Imprensa, conforme segue:

Em atenção à solicitação da Rádio Difusora, esclarecemos que a Eletrosul não comenta processos judiciais em andamento. Diante disso, não será possível a realização de entrevista com representante da empresa sobre o assunto.

Att.,

Assessoria de Imprensa | Eletrosul

No último dia 3 de julho, ocorreu um encontro no Salão Paroquial de Pinto Bandeira, com a presença de moradores, para a criação de uma Associação que irá prosseguir a discussão do caso. A mais recente decisão do Tribunal de Justiça deu o prazo até 5 de agosto para a Mitra apresentar uma alternativa.

Uma das alternativa seria a remoção dos jazigos, contudo, para qual destinação ainda é o principal impasse.

Relembre

Desde o ano de 2008 tramita um processo na justiça envolvendo o cemitério de Pinto Bandeira. A ação é impetrada pela Eletrosul Centrais Elétricas S.A (de Florianópolis-SC). Em resumo, foi constatada a existência de jazigos na Linha de Transmissão da empresa e a partir daí passou a tramitar uma ação de reintegração e posse na 1ª Vara Cível de Bento Gonçalves.

Por determinação da juíza Christiane Tagliani Marques, estão proibidas construções de novos túmulos nesta área de segurança da Linha de Transmissão.

Desde 1925 foi criada uma Associação para administrar o cemitério, em uma área pertencente a Mitra. Contudo, não foi efetivado juridicamente, por esta razão, a Mitra está citada no processo judicial.

Fonte: Central de Jornalismo da Difusora