Cpers/Sindicato apresenta demandas ao governador e confirma paralisação para o dia 2

O Cpers/Sindicato (Sindicato dos Professores do RS) esteve em agenda com o governador Eduardo Leite, na tarde desta segunda-feira, 29, no Centro Administrativo Fernando Ferrari. Entre as pautas apresentadas pela categoria constam: salários, reposição das perdas inflacionárias desde 2014 – somando 28,78% -, concurso público para professores e funcionários, entre outras.

“Nós colocamos a nossa pauta, o governo falou das dificuldades do Estado, mas em nenhum momento disse que não há alternativa”, avaliou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, após a audiência. “Considero o encontro positivo, pois abrimos a possibilidade de avançar e saímos com uma próxima reunião marcada. Em uma negociação, é fundamental não fechar a porta. Temos que lembrar que saímos de um governo que passou quatro anos sem diálogo”, afirmou.

O governador salientou que “não termos essa possibilidade de reposição salarial não significa menor disposição ao debate. A demanda é legítima e justa, mas o foco do governo está em conseguir equilíbrio para voltar a pagar os salários dos servidores em dia, e acreditamos fortemente que isso será feito até o final do ano. Esse é nosso principal compromisso para este ano”, explicou.

A presidente do Cpers/Sindicato também entregou o seu contracheque, com salário líquido de R$ 1.276,63, ao chefe do executivo gaúcho e disse:”tenho 30 anos de magistério, governador. Lhe pergunto: 28,78% é muito em cima disso? Não queremos trabalhar com outra coisa. Queremos trabalhar com tranquilidade, pois amamos o que fazemos. Se fosse por dinheiro, fazer faxina seria melhor.”

As partes concordaram em reunirem-se novamente no dia 13 de maio para aprofundar o debate e estudar os dados apresentados.

Paralisação no dia 2 de maio

A categoria permanece mobilizada para cruzar os braços e paralisar todas as escolas estaduais no dia 2 de maio, em protesto pelo descaso com a educação e para fortalecer a negociação. O movimento foi aprovado em Assembleia Geral da categoria e os(as) educadores(as) devem parar no primeiro dia útil de cada mês com salários atrasados ou parcelados.

 

Fonte: Central de Jornalismo da Difusora