CISGA não descarta implantação de aterro sanitário regional, na criação de Plano Integrado de Resíduos Sólidos

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O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha – Cisga – composto por 14 municípios da Serra Gaúcha, está avançando o debate sobre três aspectos que ainda desafiam as Prefeituras: a política de resíduos sólidos, desde a porcentagem de separação até a quantidade de recolhimento de cada cidade, com a elaboração do Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS); estabelecer projetos de educação ambiental conjuntos visando a minimização de resíduos sólidos urbanos enviados ao aterro e aumento dos materiais recicláveis e; a implementação da logística reversa das lâmpadas, inclusive com um termo de cooperação assinado junto ao Ministério Público do Estado.

O prefeito de Veranópolis e presidente do CISGA, Waldermar de Carli, destaca que a maioria do lixo é enviado para a Minas do Leão, pelas cidades do Consórcio. “A incineração do lixo é uma medida sepultada. Sobram os aterros sanitários e a compostagem, é a rota tecnológica que a gente está se direcionando mais”, afirmou.

A implementação de uma Usina de Biomassa, para aproveitamento do lixo em energia, chegou a ser discutida. Pensa-se em construir até um aterro sanitário em uma das 14 cidades do CISGA. “É o direcionamento que está sendo dado, não estamos dizendo que vamos fazer e nem onde vamos fazer. Precisamos debater”, lembrou.

Um dos exemplos que vem sendo base ainda para o Consórcio, é criar algo nos mesmos moldes da CODECA – de Caxias do Sul – Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul.

A servidora da Secretaria de Meio Ambiente de Bento Gonçalves, Inês Lucia Tristacci, destaca que o Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS) visa incentivar um trabalho conjunto entre municípios. “Fazendo com que se vá menos material – resíduos sólidos para o aterro sanitário é muito bom. Bento já conseguiu avançar nesta área, porque já temos a logística reserva de madeira, dos pneus, de ferro, de galhos que a gente faz composto, e o problema hoje seria das lâmpadas, pilhas, baterias, latas de tintas e solventes”, comentou.

Ela recorda que Bento possui a Lei Municipal 4.418/2008, que dispõe sobre o descarte de lâmpadas, pilhas, baterias, latas de solvente, inseticida e similares. “Vamos estar criando um decreto para o município fiscalizar o comércio, empresa e quem trabalha com este material”, afirmou.

Dia 17 de novembro, às 14h30min, haverá uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves, tratando sobre a logística reversa.

 

 

 

 

Fonte: Central de Jornalismo da Difusora