CIC-BG reforça pedido para que pessoas não deixem sintomas da covid se agravarem

Cuidados evitam internações na UTI, auxiliando o tratamento nos hospitais

Números divulgados pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica do Rio Grande do Sul e analisados pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) revelam a importância de procurar auxílio médico assim que os primeiros sintomas da covid-19 surgem.

Em média, 56% das pessoas que precisaram de atendimento nas unidades de terapia intensiva vieram a óbito. Neste estágio, em 95% dos casos os pacientes apresentavam febre, falta de ar e saturação de oxigênio abaixo de 95. Para evitar esse quadro, é preciso combater os primeiros sinais da covid-19, como tosse, dores pelo corpo, dor de garganta e perda do paladar.

Diante da recente alta de infecção de covid-19 no Estado, conter esses indícios torna-se muito importante para uma rápida recuperação e para evitar um possível colapso no sistema de saúde. “É fundamental que as pessoas estejam atentas aos sinais e brevemente procurem tratamento médico, aos primeiros sintomas. Esse cuidado torna o tratamento mais eficiente e reduz a necessidade de internações hospitalares em um sistema de saúde que já vem sobrecarregado. Assim, conseguiremos manter o equilíbrio necessário para que todas as atividades possam continuar ocorrendo com responsabilidade”, afirma o presidente do CIC-BG, Rogério Capoani.

Entre 13 e 19 de novembro, a Serra registrou o maior número de internações em UTIs (29 pessoas). “Nos próximos 15 dias, se não tivermos número expressivos de novas internações, teremos baixa na ocupação da UTI”, diz a vice-presidente do CIC-BG para o Comércio, Marijane Paese, especialista em estatística. “E isso independe da cor da bandeira, por isso é muito importante focar em não deixar a doença se agravar”, aponta.

Nessa semana, entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro, os leitos de UTI na Serra estavam atendendo 89 pacientes. A previsão para a próxima semana é de que esse número caia para 83.

Para Capoani, as novas restrições às atividades econômicas impostas pelo governo através da bandeira vermelha no modelo de Distanciamento Controlado não implicarão em melhorias no quadro. “O que nos trará segurança é a conscientização de todos em continuar adotando os protocolos de segurança, os grupos de risco preservarem sua saúde e, principalmente, a busca do diagnóstico e do tratamento preventivo já nos primeiros sintomas. Em função do acompanhamento estatístico através da nossa plataforma, sabemos que isso diminuirá a ocupação nos hospitais, e não as medidas de restrição das atividades”, opina o presidente do CIC-BG.

Fonte: Exata Comunicação