Bombeiros alertam para perigos do desafio “quebra-crânios” nas escolas do RS

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), divulgou uma nota e uma vídeo de conscientização e prevenção sobre um novo “desafio” viral que circula pelas redes sociais, e que pode causar ferimentos graves ou até mesmo a morte para seus participantes.

Depois da “Baleia Azul” e da “Momo” causar preocupação para pais e responsáveis de crianças e adolescentes, o “quebra-crânios” vem tirando o sono de muita gente. A origem do desafio se deu em uma escola da Venezuela, porém, a nova “brincadeira” já viralizou entre os estudantes brasileiros causando apreensão aos pais e professores.

Confira a nota no CBMRS:

Um novo desafio, que vem sendo chamado de “quebra-crânios”, está causando preocupação, principalmente, entre profissionais da saúde. Nele, três pessoas ficam lado a lado. Enquanto a do meio (desavisada) salta, os dois das extremidades aplicam uma rasteira, causando sua queda.

De acordo com o ortopedista pediátrico Nei Botter Montenegro, do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital das Clínicas da FMUSP, e vice-presidente do Departamento de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SP-SP), existe uma defesa instintiva do corpo que, quando uma pessoa cai de costas, ela tentar colocar as mãos no solo. “Nesse caso, uma das consequencias é, justamente cair com a palma da mão no chão, ou seja, cair sobre as mãos, e sofrer uma fratura no punho, principalmente na região próxima à placa de crescimento. Dependendo do caso, essa fratura pode necessitar de tratamento cirúrgico”, explica.

Segundo o especialista, caso a pessoa não consiga fazer esse amortecimento com as mãos, a queda sobre as costas ou com a cabeça pode gerar um trauma na coluna ou no crânio. “Apesar de a altura não ser grande, a queda pode levar a uma fratura na coluna, principalmente lombar ou toráxica. Se a força for maior, pode resultar em um trauma de crânio, com consequências mais imprevisíveis, ou, ainda, um trauma na coluna cervical, que seria, evidentemente, pior”, afirmou. “A prevenção quanto a isso é informar crianças e adolescentes sobre os riscos de lesões graves, pedindo para que eles não participem dessas brincadeiras”, finalizou.

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