Bento tem quase 2 mil motoristas irregulares

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Com um número total de quase 10 mil carteiras cassadas ao longo  de 2017, o ano acabou sendo de recordes negativos. Os números de motoristas impossibilitados de dirigir, devido a questões legais, quintuplicou desde o ano de 2013.

E Bento Gonçalves seguiu a tendência gaúcha e hoje tem cerca de 2 mil condutores que estão com carteiras de habilitação suspensa ou cassada e quase 2200 processos em andamento.

O diretor do CFC Bento Gonçalves, Hermes Machado, em 2013 via-se cerca de 5 ou 6 motoristas fazendo reciclagem para desbloqueio de habilitação, em turmas abertas a cada 15 dias. Em 2017, a tendência sempre foi de lotação máxima, ou seja, 30 alunos iniciando o curso a cada 15 dias. “Nosso CFC era o único de Bento a fazer turmas para esse tipo de serviço. Hoje sabemos que os outros também estão formando turmas lotadas e isso representa um aumento considerável nos dados”, afirma.

Desde que começou a aplicar a penalidade de cassação do direito de dirigir em 2013, o DetranRS vem aumentando o número de motoristas penalizados no Estado. Em 2017, 9.812 CNHs foram cassadas no Rio Grande do Sul, número 13 vezes maior do que há cinco anos. O maior número de casos de cassação (94%) foi de motoristas flagrados dirigindo com o a CNH suspensa. Outros 6% tiveram a CNH cassada por reincidência em infrações específicas, ou seja, foram flagrados na mesma infração grave no período de 12 meses. Para recuperar o direito de dirigir, os motoristas cassados deverão ficar dois anos sem habilitação, fazer o curso e prova de reciclagem, exame médico e psicológico, além da prova prática.

O aumento da aplicação da penalidade de cassação do direito de dirigir é reflexo do aumento do número de processos abertos pelo DetranRS. Em 2017, foram 11,9 mil processos de cassação abertos no Rio Grande do Sul, número 34% maior que em 2013, quando foram abertos 8,9mil processos contra motoristas gaúchos.

Suspensões

O número de suspensões de CNH, que é aplicada quando o condutor atinge 20 pontos no período de 12 meses, ou comete alguma das infrações que preveem essa penalidade, também aumentou em 2017. Passou de 65,4 mil casos em 2016 para 78,3 mil em 2017. Cerca de 60% dos casos de suspensão, nesses dois anos, foram por dirigir sob o efeito de álcool, exceder a velocidade em mais de 50% da velocidade permitida, praticar racha ou fugir de blitz.

Depois de atingir um recorde em 2016, com mais de 90 mil processos abertos, o número caiu para 61,2 mil processos, resultado direto do menor número de multas. A exceção foram os processos de suspensão para os motoristas que foram flagrados dirigindo sob o efeito de álcool, que aumentaram 3% em 2017.

CNHs irregulares

O Rio Grande do Sul possui hoje 81,2 mil motoristas com direito de dirigir suspenso e 27,3 mil condutores cassados, totalizando 108,5 mil CNHs irregulares. Esses condutores sofreram processo nos últimos cinco anos, foram penalizados, mas ainda não cumpriram todas as etapas para recuperar o direito de dirigir.

Destes condutores, 72,2 mil já iniciaram o cumprimento da penalidade (entregaram a CNH em um Centro de Formação de Condutores e se encontram em alguma das etapas para regularizar a CNH). São 20,1 mil condutores cumprindo a cassação e 52,2 cumprindo a suspensão.

Confira os números de motoristas cassados e suspensos ao logo do ano passado e sua comparação com o ano de 2016.

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