Associação Médica de Bento salienta riscos e cuidados com a categoria em época de coronavírus

A preocupação da classe médica e profissionais da saúde tem ganhado força nas últimas horas com o novo coronavírus (Covid-19), mas especialmente depois do falecimento nesta semana da funcionária do Hospital Conceição de Porto Alegre, a técnica de enfermagem Mara Rúbia Silva Caceres, de 44 anos, na quarta-feira, 4. As dimensões e riscos da categoria que necessita salvar vidas e ao mesmo tempo se resguardar com todos os cuidados necessários, trazem uma reflexão.

Diante deste tema, a Rádio Difusora conversou com o presidente da AMEB/BG – Associação Médica de Bento Gonçalves -, Fernando Cenci Tormen. Ele salientou que os cuidados tem sido redobrados e o sinal de alerta mantém-se no segmento.

“A gente está lidando com o desconhecido (coronavírus) e temos que salientar a disponibilidade boa de equipamentos e de proteção individual. Com tranquilidade, mas com precaução”, assim definiu o médico.

Ele comentou ainda assim que aconteceram afastamentos daqueles que integram grupos de risco como médicos, fisioterapeutas, enfermeiras como forma de prevenção, mas da importância da comunidade saber que os quadros estão completos atualmente.

Na saúde pública do município são aproximadamente 800 profissionais e 34 com sintomas respiratórios foram afastados como medida de resguardo. No Hospital Tacchini também aconteceram afastamentos, mas a reportagem não soube até o momento o número total.

Outra pauta que segue em debate é o uso da cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes diagnosticados com a covid-19 que estejam em estado grave.

Tormen comentou que “não há uma opinião absoluta pois a questão ainda é inédita. A gente tem tido alguma sinalização positica com a medicação, porém a medicina trabalha com dados sólidos”, acrescenta.

A próxima semana será de continuidade de retomada das atividades econômicas e fluxo de circulação de pessoas na cidade, por isto, o presidente da AMEB/BG cumprimenta aqueles  que colaboraram até o momento com cuidados e isolamentos sociais, além de manter importantes orientações.

“Fica o apelo para usarem máscaras, não tocarem nos objetos e higienizarem as mãos. As pessoas de grupos de risco devem permanecer isoladas por mais tempo dentro das possibilidades”, finaliza.

 

Fonte: Central de Jornalismo da Difusora