Acordo de livre comércio com a União Europeia beneficia setor moveleiro segundo Movergs

Cerca de 15% do valor exportado em móveis pelo Rio Grande do Sul no ano de 2018 foi destinado para a União Europeia e a recente notícia do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia gera grande expectativa para o setor. Atualmente, o Reino Unido é o principal destino, seguido pela Espanha, França, Irlanda e Portugal. Juntos, os 24 países europeus que possuem algum tipo de negociação com indústrias gaúchas totalizam negociações de US$ 31.670,593.

O setor moveleiro comemorou o anúncio do acordo e conforme o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul, Rogério Francio, o incremento para o Estado nos próximos anos poderá superar os 50%. “Atualmente, o Reino Unido está no topo do ranking das exportações para a UE e o acordo, sem dúvida, permitirá que outros países ampliem a demanda por móveis, que atualmente representa 16% das exportações a países do bloco. Com a redução nas tarifas seremos ainda mais competitivos”, ressalta Francio.

Exportações maio 2019

Segundo dados do relatório, solicitado pela Movergs ao IEMI – Inteligência de Mercado, em maio as exportações avançaram 16,1%, somando US$ 16,2 milhões. Dentre os estados exportadores de móveis Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, juntos são responsáveis por 86,2% dos valores exportados no período. O estado de São Paulo vem logo a seguir, com 10,6% dos valores que foram exportados no mês.

Ainda em maio, os países de destino das exportações de móveis do Rio Grande do Sul foram os Estados Unidos em primeiro lugar com 19,2%, seguido pelo Uruguai com 14,6% e Reino Unido em terceiro com 13,5%. Destaca-se também o expressivo crescimento de 520,0% da Índia em relação ao mês anterior.

O que é o acordo?

O acordo de livre comércio entre Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e Venezuela, que está suspensa) e a União Europeia, anunciado na sexta-feira, 28 de junho, eliminará as tarifas de importação para mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos. Para os produtos que não terão as tarifas eliminadas, serão aplicadas cotas preferenciais de importação com tarifas reduzidas. O processo de eliminação de tarifas varia de acordo com cada produto e deve elevar até 15 anos contados a partir da entrada da parceria intercontinental. Conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o acordo reduz de 17% para zero as tarifas de importação de produtos brasileiros como calçados e aumenta a competitividade de bens industriais em setores como têxtil, químicos, autopeças, madeireiro e aeronáutico.

Fonte: Adri Silva Comunicação

Foto: Jeferson Soldi/Arquivo